Como sugere Gustavo Morceli, CEO PETE, a Hexa Smart Clima é uma forma concreta de transformar clima em dado e dado em aprendizagem dentro da escola. Quando estudantes conseguem observar o ambiente com método, a educação climática deixa de ser abstrata e passa a ser vivida, medida e discutida com base em evidências. Se a sua escola busca fortalecer ciência, pensamento crítico e participação, continue a leitura e veja por que o monitoramento climático educacional se tornou tão estratégico.
O conceito de monitoramento climático educacional
Hexa Smart Clima, no contexto educacional, pode ser entendido como a combinação de sensores, registro contínuo e visualização de variáveis ambientais, conectados a atividades pedagógicas. Em projetos recentes, ele aparece como um kit de monitoramento criado pela PETE e aplicado em ambientes escolares para acompanhar condições do clima e da qualidade do ar.
Segundo Gustavo Morceli, a Hexa Smart Clima ganha relevância porque o “clima da escola” não é uma ideia genérica. Ele é influenciado por sombra, pavimentação, ventilação, arborização, presença de áreas impermeáveis e até pelo horário em que as salas recebem sol direto. Tendo em vista esse cenário, o monitoramento permite trabalhar com um conceito essencial: microclima. Quando estudantes percebem diferenças reais entre pátio, quadra, sala e áreas verdes, a ciência passa a dialogar com o cotidiano.
Quais dados fazem sentido para uma escola?
Hexa Smart Clima pode envolver medições como temperatura e umidade, além de indicadores associados à qualidade do ar, conforme aparece em termos de cooperação e uso institucional do kit. O valor educacional não está apenas no número, mas na pergunta que nasce dele: por que a sala A fica mais quente do que a sala B? O que muda quando chove? Como a ventilação interfere na sensação térmica?
Além disso, como enfatiza Gustavo Morceli, versões divulgadas publicamente do kit apontam uma mini estação meteorológica feita em impressão 3D, com sensores que podem incluir variáveis como pluviosidade e velocidade do vento. Em ambientes escolares, esses registros ajudam a construir noções de escala, tendência, sazonalidade e incerteza, temas centrais para letramento científico.

Implementação responsável e continuidade do projeto
Hexa Smart Clima, para gerar impacto, precisa de continuidade e cuidado operacional. Como aponta documentação pública relacionada ao kit, há rotinas de instalação, manutenção e garantia de operação para coleta e compartilhamento de dados. No entendimento de uma implementação responsável, isso significa planejar: local de instalação, checagens periódicas, registro de falhas, calibração quando aplicável e um “dono do processo” na escola.
Além disso, é recomendável tratar dados com seriedade: transparência, consistência e organização, para que as turmas possam comparar períodos sem ruído. Como observa Gustavo Morceli, o ponto decisivo não é apenas ter tecnologia, e sim criar uma cultura escolar orientada por dados que respeite o tempo pedagógico e o nível de maturidade de cada turma.
Tecnologia educacional e alfabetização científica aplicada
Como conclui Gustavo Morceli, a Hexa Smart Clima representa uma ponte entre tecnologia educacional e alfabetização científica aplicada. Ele coloca estudantes no papel de investigadores do próprio ambiente, amplia o repertório de educação climática e apoia decisões escolares mais conscientes. Portanto, quando bem integrado ao currículo, o monitoramento climático educacional fortalece competências essenciais: observar, medir, comparar, argumentar e propor melhorias com base em evidências.
Autor: Lauvah Inbarie
