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Com a proposta de levar informações e novas tecnologias para o tratamento de resíduos animais, será realizado no próximo dia 2, o Seminário de Sustentabilidade na Eficiência Energética e Biofertilizante. O evento será direcionado para o setor granjeiro do norte do Estado e ocorrerá no Parque de Exposição Agropecuária, em Tocantinópolis, dentro da programação da Feira Agropecuária. Uma realização do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária (Seagro), em parceria com a Cooperativa Agroindustrial do Norte do Tocantins (Agrivita), Associação dos Avicultores do Norte do Tocantins (Avinto), Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e  Sindicato Rural de Tocantinópolis.

Segundo o tecnólogo em Sistemas Elétricos da Seagro, Reginaldo de Novais Rocha, a ideia é demonstrar o uso dos dejetos animais como matéria-prima para geração de bioenergia e adubo orgânico mineral, com ênfase para a cama de frango (mistura dos dejetos de frango com a palha de arroz). “Os resíduos permanecem 60 dias no biodigestor, gerando o gás metano, fonte de energia para a propriedade rural. A biomassa resultante da decomposição pode ser aproveitada como biofertilizante, em pastos, hortas e cultivos em geral”, orientou.

A programação do seminário contará com a presença do mestre em Química, com ênfase em análises ambientais, e analista na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Suínos e Aves) de Santa Catarina, Ricardo Luis Radis Steinmetz, que ministrará palestras sobre geração de energia e biofertilizantes, a partir do aproveitamento dos dejetos das aves.

Os interessados também poderão conhecer e realizar negócios com empresas especializadas em biodigestores e fabricantes de máquinas para produção de adubo organomineral com cama de frango, que também estarão presentes no evento.

Pioneirismo

O tecnólogo destaca que o Tocantins é pioneiro no uso da cama de frango como matéria-prima no biodigestor. “A primeira experiência foi feita pelo produtor rural do município de Palmeiras do Tocantins, Raimundo Alves Ferreira, que resolveu quebrar a resistência da cama de frango e testar como matéria-prima no biodigestor. Antes, a cama de frango era usada como fertilizante diretamente nos cultivos, mas a decomposição no meio ambiente é difícil e produz gases de efeito estufa, a exemplo do metano, que é 21 vezes mais prejudicial quando comparado ao gás carbônico”, afirmou.

 

ASCOM 


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