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"A GANCORRA DA DEFESA E DO ATAQUE "

DSC 9935Os deputados Amélio Cayres (SD) e Nilton Franco (MDB) também criticaram as exonerações. Cayres disse que foram exonerados todos os assistentes sociais e motoristas do Hospital Regional da cidade de Augustinópolis. Franco cobrou do Ministério Público Estadual (MPE) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE) a fiscalização das demissões.

“Os cortes não deveriam ter viés político e ser mais bem planejados para 
alcançar os que ganham mais, não os chefes de família”.

O deputado Jorge Frederico (MDB) iniciou a manhã do
dia 25, no plenário da Assembleia Legislativa, um amplo debate sobre as
exonerações promovidas pelo governo de Mauro Carlesse (PHS). O
oposicionista avaliou as cerca de três mil exonerações como
“prejudiciais a pais e mães de famílias”.

“Os cortes não deveriam ter viés político e ser mais bem planejados para
alcançar os que ganham mais, não os chefes de família”, argumentou.
Outros parlamentares, porém, defenderam as medidas adotadas pelo
Executivo.

O deputado Eli Borges (SD) disse que, em vez de criticar, apresentou
reivindicações ao governador, sobretudo a recuperação das estradas
degradadas e o retorno de militares que estão prestando serviços em
órgãos a fim de trabalhar nas ruas, na segurança da população.

Jorge Frederico rebateu, alegando ter recebido ligações de pessoas
desesperadas com as exonerações, e aconselhou o Governo a não dispensar
pessoas que realmente trabalham.

Os deputados Amélio Cayres (SD) e Nilton Franco (MDB) também criticaram
as exonerações. Cayres disse que foram exonerados todos os assistentes
sociais e motoristas do Hospital Regional da cidade de Augustinópolis.
Franco cobrou do Ministério Público Estadual (MPE) e do Tribunal de
Contas do Estado (TCE) a fiscalização das demissões.

Para ele, a culpa é dos aliados de Carlesse. “Não culpo o governador,
mas seus apoiadores, que não observam a demanda da população, mas sim o
interesse político”, criticou Amélio Cayres.

A exemplo de Eli Borges, José Bonifácio (PR) pediu prudência e uma
análise equilibrada da situação. “Os parlamentares devem primeiro
auxiliar o Governo a separar o joio do trigo, ajudando a administração a
indicar quem trabalha. Antes de jogar pedra, vamos procurar ajudar”,
defendeu.

Mas as críticas continuaram. Ao afirmar que a retirada de servidores
tinha o intuito de relocar “apoiadores da eleição suplementar”, Osires
Damaso (PSC) lamentou a instabilidade jurídico-política enfrentada pelo
Estado.

Na defesa do Executivo, Wanderlei Barbosa (PHS) pontuou que o Governo
precisou adotar medidas duras com vistas ao reequilíbrio fiscal. Disse
ainda que as exonerações têm o objetivo de detectar quem de fato está
trabalhando, e que os “verdadeiros” servidores poderão ser
recontratados.

O deputado revelou que a medida abrirá espaço para a contratação de
concursados, em substituição àqueles que não estavam assumindo seu
papel.

Júnior Evangelista (PSC) também defendeu o Governo, ao lembrar que a
situação de precariedade do Estado, que obriga Carlesse a demitir, não
foi criada pela atual gestão. O parlamentar disse que vê como
“desrespeitosas” as críticas ao Executivo.

“Um governo novo tem que ter um tempo para se adequar, inclusive para
montar sua equipe. Carlesse está bem intencionado e esta Casa tem o
dever de ajudá-lo a organizar primeiro o Estado”, concluiu o deputado.

Elpídio Lopes.
Foto: Isis Oliveira


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