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Pesquisadores, extensionistas, técnicos e produtores rurais participaram nessa terça-feira, 28, em Aliança do Tocantins, de uma Oficina de Concertação voltada para ovinocultura.

Segundo o extensionista Rafael Carlotto, do Ruraltins, em Gurupi, o maior gargalo para a formação da cadeia produtiva é a assistência técnica especializada, e é justamente onde o Ruraltins vai trabalhar. “Fomentar o pequeno produtor, com uma assistência técnica especializada na ovinocultura, é o caminho para que ele possa produzir com qualidade”, frisou o extensionista.

De acordo com o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Ernandes Belchior, a oficina teve como objetivo elaborar um plano de ações para o desenvolvimento da cadeia produtiva da ovinocultura no Tocantins com a participação dos parceiros envolvidos. “A intenção foi estabelecer as diretrizes das próximas ações com base em quatro temas, sendo, a organização social dos produtores, mercado e comercialização, pesquisa e ensino, e a Assistência Técnica e Extensão Rural [Ater]. A partir disso, vamos elencar os desafios, propor soluções e indicar os responsáveis por cada ação, dentro de um cronograma proposto”, disse.

O evento, dividido em duas etapas, contou, no primeiro momento, com palestras sobre as experiências nos estados de Minas Gerais e Pernambuco. O primeiro palestrante, o pesquisador da Embrapa Caprinos e Ovinos, Otávio Morais, destacou o potencial do Estado e os principais pontos que envolvem a produção de ovinos, dentre eles os insumos, o beneficiamentos e a comercialização.

O agricultor familiar e presidente da Cooperativa dos Criadores de Caprinos e Ovinos da Agricultura Familiar de Pernambuco (Coopercapri), Edmir Manoel de Souza, falou das oportunidades e desafios, além de apresentar as ações prioritárias para o desenvolvimento da cadeia. “O desafio de desenvolver e fortalecer a ovinocultura não é apenas do Tocantins, é um desafio do Brasil. É uma atividade altamente rentável, no entanto, necessita ser conduzida com total racionalização. O produtor precisa ter conhecimento sobre a atividade, se organizar, ter crédito para adquirir matrizes de boa qualidade, saber gerir e comercializar a sua produção. O manejo é de baixo custo e tem uma reprodução muito rápida: três crias em dois anos. O mercado está ávido para comprar, mas falta o produto, e vocês, aqui no Tocantins, têm a oportunidade de começar de forma certa”, destacou.

O segundo momento da oficina foi a elaboração do plano de trabalho. Dentre as ações, ficou estabelecida a criação de uma Câmara Setorial da Ovinocultura. Ao final, os participantes visitaram as estruturas do frigorífico de ovinos e caprinos, instalado em Aliança do Tocantins.

Parceiros

São parceiros na estruturação da cadeia produtiva da ovinocultura, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), a Secretaria do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária (Seagro), a Embrapa, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Instituto de Federal do Tocantins (IFTO), a prefeitura de Aliança, o Serviço de Apoio à Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), além de cooperativas, sindicatos, instituições financeiras, dentre outros.

Rebanho

Com um rebanho de mais de 154 mil cabeças, a ovinocaprinocultura encontrou, no Estado, um ambiente favorável para expandir. Entre as vantagens da criação de cordeiro, está o pequeno espaço necessário para uma grande quantidade de matrizes e a lucratividade, enquanto a arroba do boi está entre R$ 130 e R$ 135, a da carne ovina está entre R$ 180 e R$ 200. Ideal para pequenas e médias propriedades.

ASCOM 


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