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Ofina segue até esta quarta Nielcem Fernandes 6Abrindo o ciclo palestras, o secretário da Saúde, Marcos Musafir, explanou sobre os avanços da Saúde. “Vencemos algumas barreiras, modernizamos a gestão, mas ainda temos muitos desafios para vencer”, afirmou.
O Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Saúde, tem feito investimentos importantes no aprimoramento e melhoria da gestão na rede hospitalar que abrange 18 hospitais públicos. Parte dessas ações é a oficina que acontece nesta terça-feira, 11, e está abrindo agenda de trabalho do Projeto Rede Hospitalar do Tocantins com vistas a criação e implantação do Plano de Diretor Estratégico (PDE) dos hospitais. A ideia é que os diretores desenvolvam habilidades para atuarem na criação, implementação e monitoramento do plano dentro dos hospitais.

O Projeto Rede Hospitalar do Tocantins prevê a implantação do plano inicialmente em seis hospitais estaduais: Hospital Geral de Palmas, Hospital e Maternidade Dona Regina, Hospital Infantil de Palmas, Hospital Regional de Araguaína, Hospital Regional de Gurupi e o Hospital Regional de Augustinópolis. Na segunda etapa, a implantação do projeto ocorrerá nos outros 12 hospitais estaduais.

Diretrizes

A proposta de melhoria da gestão dos hospitais estaduais está embasada em três diretrizes estratégicas: Implementar um modelo de atenção integral e humanizado com foco na qualidade de assistência e segurança dos usuários; Integrar o hospital no sistema de saúde loco regional articulado as redes de atenção a saúde e linhas de cuidado e exercer um modelo de gestão compartilhada baseada na contratualização de metas e resultados com critérios claros de avaliação e controle.

O oficial nacional da área de sistema e serviço de saúde da Organização Pan-Americana (OPAS), Alexandre Florêncio, destacou que “o foco central é o papel do hospital na rede do SUS, na assistência no Tocantins. Devemos ter sempre em mente a pergunta: o objetivo e trabalho do hospital conseguem responder as necessidades da população do Tocantins?”, refletiu ele.

Ainda segundo o oficial, os diretores são atores protagonistas do desenvolvimento do plano dentro do hospital. “Quando o diretor leva as atividades ou estratégias de desenvolvimento do plano na sua unidade hospitalar, ele vai trabalhar com sua equipe de gestão, mas também com cada um dos seus profissionais. Ele vai na unidade produtiva, na equipe de enfermagem, na sala cirúrgica, na UTI, começa a discutir como organizar seus processos de trabalho e como fazer uma oferta pública de seus serviços para melhorar a vida das pessoas”, ressaltou.

O plano vai trabalhar algumas áreas como dimensionamento da força de trabalho, percepção e a distribuição da equipe multiprofissional que atua nos hospitais, e avaliar como estão serviços, ofertas, especialidades e procedimentos que são realizados.

Abertura

A abertura do evento ocorreu na noite desta segunda-feira, 10, com o tema “Plano Diretor dos Hospitais – O Futuro Chegando ao Tocantins”.

Segundo a diretora do Hospital Regional de Augustinópolis (HRA), Cristiane Costa Uchôa, a unidade hospitalar é referência para 24 municípios do Bico do Papagaio, onde a maioria da população não possui plano de saúde e depende do SUS para atendimentos médicos. Para a diretora, o Governo do Tocantins vem implementando ações que visam a melhoria dos atendimentos naquela região. “O Estado está conseguindo fazer uma boa gestão, porém ainda identificamos muitos entraves que precisam ser solucionados. A demanda é muito grande principalmente de atendimentos na área de ortopedia, devido os altos índices de acidentes de trânsito”, ressaltou.

Abrindo o ciclo palestras, o secretário da Saúde, Marcos Musafir, explanou sobre os avanços da Saúde. “Vencemos algumas barreiras, modernizamos a gestão, mas ainda temos muitos desafios para vencer”, afirmou.

Para a consultora da Organização Pan-americana de Saúde (Opas), Márcia Amaral, o planejamento e o sucesso da gestão da saúde devem obedecer a critérios que desafoguem as unidades hospitalares com atendimentos que podem ser realizados nas unidades básicas. “Existem tecnologias de organização de serviços que fortalecem a gestão, desde classificar o risco, atender as pessoas por ordem de prioridade, de idade, fazer com que o hospital se relacione com as unidades de saúde, as unidades básicas e a rede ambulatorial especializada”, afirmou.

Camilla Negre e Whebert Araújo/ Governo do Tocantins


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