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Loise Maria Com um sorriso no rosto e lágrimas nos olhos, Floraci conta a história de como conseguiu recuperar a sua autoestima Publicado em 
“Eu não me arrumava direito, andava largada, não tinha vontade de sair de casa, não queria sequer me olhar no espelho e já não aguentava mais com tantas dores. Hoje eu tenho vontade de passar um batom, recuperei a minha autoestima e amo me olhar no espelho porque até me sinto mais bonita.” Em um misto de alegria e emoção, com um sorriso largo no rosto e lágrimas nos olhos, a dona de casa Floraci Ferreira Leite conta a história de como conseguiu recuperar a sua autoestima após ser atendida pela DPE-TO – Defensoria Pública do Estado do Tocantins.

Em um bate-papo descontraído na porta da sua casa no setor Morada do Sol I, em Palmas, Floraci e as assistentes sociais da DPE-TO, Jorcia de Sousa e Itacira Evangelista, relembram que a Assistida sofria de um grave problema na coluna por ter os seios muito grandes, mas após atendimento na Defensoria Pública, no ano passado, conquistou o sonho de fazer uma cirurgia de hérnia de disco e nas mamas.

A dona de casa lembra que este é apenas um dos sonhos que conseguiu realizar após o atendimento na Instituição. “Eu fui crescendo e tendo contato com todas as minhas irmãs, que me amam e eu amo elas, mas sempre ficava aquele vazio de que faltava um pedaço da minha família, que era a minha irmã que estava desaparecida há mais de 17 anos”, conta Floraci. Ela foi atendida pela assistente social Jorcia de Castro, que se empenhou para realizar o tão sonhado encontro familiar e conseguiu, ainda no ano de 2013. “Foi uma tarefa difícil, mas eu sempre falo para os Assistidos que eles têm que acreditar nos seus sonhos e não desistir, pois o nosso papel é contribuir para a realização destes sonhos. E assim aconteceu, conseguimos encontrar a irmã dela no Piauí e foi um reencontro emocionante”, aponta Jorcia.

Sonhos

Assistida da Defensoria Pública há cerca de quatro anos, Floraci lembra que são inúmeros os atendimentos na Instituição que deram certo, como conseguir também a guarda da sua mãe e outros casos familiares, mas ela reforça que dedicação dos profissionais é o que, para ela, fez mais diferença. “Eu sempre recomendo para as pessoas procurarem a Defensoria. Ali eu encontrei anjos como a Jorcia que eu nunca mais vou me esquecer. Desde o café da manhã maravilhoso que é servido no atendimento até a atenção que esse povo batalhador tem com a gente, eu só tenho que agradecer”, declara Floraci. Assistente social da Defensoria, Jorcia Sousa descreve que o trabalho é gratificante e a sensação é de dever cumprido. “Trabalhar na Defensoria Pública é maravilhoso. É um trabalho onde realizamos sonhos, é muito prazeroso ver o brilho nos olhos de cada Assistido ao ver a sua causa resolvida”, avalia.

Assim como no caso de Floraci, histórias com finais felizes são uma constante no trabalho da DPE-TO. É o caso de J. T., 48 anos, Assistido da Instituição em Porto Nacional. Alcoólatra e com cinco filhos, ele encarava um submundo de rejeição da família e sociedade desde os primeiros goles, aos 20 anos de idade. Porém, ele decidiu mudar o curso da sua história e procurou a regional Defensoria Pública em Porto Nacional em busca de tratamento. De acordo com a pedagoga da regional de Porto Nacional, Faraildes Miranda, o Assistido foi atendido pela equipe multidisciplinar com escuta, acolhimento, providência da documentação pessoal, realização de exame médico e odontológico, organização e aquisição de cesta básica, produto de higienização pessoal e vestimentas. “Toda a equipe se envolveu, ouvindo as suas necessidades, providenciando documentação, levando ele ao salão de cabeleireiro, providenciando roupas e o encaminhando à Casa de Recuperação Resgatando Vidas - Maanaim para tratamento. O mais gratificante foi ver o brilho no olhar e a vontade de vencer o vício. Fui para casa com a sensação de dever cumprido”, lembra Faraildes.

Atendimento

No Tocantins, a Defensoria Pública atua desde 1989, tendo o início de sua autonomia com a Lei Complementar Nº 41, de 22 de dezembro de 2004, a qual foi revogada pela Lei Complementar Nº 55/2009, que consolidou essa autonomia e atualmente é a norma disciplinadora da organização da Defensoria Pública do Estado do Tocantins. O Defensor Público tem o papel de promover o acesso direto das pessoas hipossuficientes aos direitos que a Constituição e as leis lhes garantem. Desde a sua criação, a missão da Defensoria Pública está intimamente vinculada à efetivação dos direitos individuais e coletivos da parcela historicamente excluída da população brasileira.

De acordo com a diretora administrativa da sede da DPE-TO, a defensora pública Fabiana Razera, a Instituição conta atualmente com 111 Defensores Públicos. Ela reforça que é papel dos defensores atender a todos os hipossuficientes. “A Defensoria considera que podem ser atendidas as pessoas que têm renda individual de até três salários mínimos ou uma renda familiar de até cinco salários mínimos”, explica. A DPE-TO está presente em 42 Comarcas com nove Núcleos Regionais localizados nas cidades de Palmas, Araguaína, Paraíso do Tocantins, Guaraí, Dianópolis, Gurupi, Porto Nacional, Tocantinópolis, Araguatins; e um Núcleo de Representação em Brasília, e ainda 12 Núcleos de Atendimento Especializado.

Texto: Cinthia Abreu


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