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Com o objetivo de discutir a educação do campo e quilombola, foi realizada na manhã desta terça-feira, 4, uma reunião, com o secretário da Educação, Adão Francisco de Oliveira, e a comissão de estudos de educação do campo e quilombola. Dentre as decisões, ficou definido que no próximo ano, a Escola Agrícola de Arraias irá atender exclusivamente às comunidades quilombolas, com currículo diferenciado e pedagogia da alternância.

Atender com educação de qualidade comunidades rurais e quilombolas é uma das prioridades do atual Governo do Estado. Por isso, o grupo formado por diretores de ensino de Porto Nacional, de Arraias, diretores das escolas agrícolas de Arraias e de Porto Nacional, e diretores e coordenadores da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), tem a finalidade de estudar e viabilizar a implantação da educação do campo e quilombola no estado do Tocantins.

“Devemos ser ousados. Queremos transgredir as barreiras, temos tudo para ser referência em todos os níveis de educação da melhor maneira, porque temos potencial para isso”, ressaltou o secretário Adão Francisco de Oliveira.

Dentre os assuntos discutidos, um deles é viabilizar as unidades de ensino para a implantação da educação do campo e quilombola com currículo específico, que será aplicado por meio da pedagogia da alternância. Portanto, além da Escola Agrícola de Arraias, a Escola Família Agrícola de Porto passará por adaptações para atender de forma parcial alunos provenientes das comunidades quilombolas.

O segundo ponto de discussão na reunião é a implementação da educação profissional nessas escolas que irão atender com educação quilombola. O gerente de Educação do Campo e Quilombola da Seduc, Erialdo Augusto Pereira explicou que a partir dessas definições, a comissão irá elaborar propostas de currículo, a formação de professores e estudar a adequação dos ambientes escolares. “A reunião foi importante, porque juntos estamos traçando a educação do campo e vamos chamar para participar do nosso grupo, a Secretaria da Agricultura e a [Agência] de Ciência e Tecnologia”, contou Erialdo.

Já o diretor da Escola Família Agrícola de Porto Nacional, Ozeias Neres Cerqueira, destacou as mudanças pelas quais a unidade de ensino irá passar para receber os alunos quilombolas. “Estamos vendo pela primeira vez, um secretário abrindo espaço para a discussão e implementação da educação quilombola, e nós vamos ganhar capacitações e melhorias nos espaços”, frisou.

A Escola Família Agrícola de Porto Nacional funciona há 21 anos, através da alternância, atende atualmente 400 alunos, provenientes de 44 municípios e desses apenas 25% são jovens oriundos de comunidades quilombolas. A proposta é aumentar esse número e elaborar um currículo com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais específicas.

 

 Josélia de Lima / Governo do Tocantins

 


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