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A fita amarela e preta demarcando a área onde um corpo está caído no chão sinaliza o local do crime onde uma pessoa foi morta. Na Região Metropolitana de Belém, esse cenário pode ser visto a qualquer momento e em qualquer bairro. E a probabilidade de que os suspeitos tenham utilizado um carro preto ou prata para chegar até a vítima e fugir depois de mata-la é considerada grande. De acordo com a Polícia Civil, que investiga esses crimes, nem sempre o carro preto ou prata esteve presente no caso, mas eles já estão inseridos no imaginário da população que diariamente enfrenta a violência que cresce de forma desenfreada no Pará.

“Ai! Até hoje quando eu estou sentada aqui na porta de casa eu me arrepio quando vejo um carro prata peliculado passar em baixa velocidade por aqui”, disse a aposentada Maria do Livramento Cunha, 63, moradora da rua Augusto Corrêa, no bairro do Guamá. O medo que ela diz sentir começou desde que um jovem foi executado com 5 tiros de pistola ponto 40, próximo de sua casa, no dia 4 de maio desse ano.

O assassinato aconteceu no final da tarde e a aposentada diz que não foi testemunha ocular do crime. “Mas aconteceu no horário em que eu costumo sentar na frente de casa”, atentou Maria. Na mesma tarde em que isso aconteceu, outro homem foi morto no bairro da Cidade Velha, ao lado da Igreja do Carmo. Márcio Lobato da Cruz, de 30 anos, foi perseguido por homens que estavam em um carro que o alvejaram de tiros. Sendo que nesse caso, o carro do crime era vermelho, segundo testemunhas. Uma cor que poucas vezes foi relatada em crimes de execução.

A Polícia Civil não tem dados relacionados especificamente sobre o uso de carros, em especial o preto ou o prata, em homicídios. Sua assessoria de comunicação informou que, em muitas das ocorrências investigadas, as informações não são precisas e, durante o inquérito, a polícia constata que os suspeitos estavam no carro descrito. 

“Há ocorrências em que até a placa fornecida não confere. O que têm muito é informes de casos como esse, mas nada que se torne concreto e confirmado”, informou a instituição, por meio de nota.

EM NÚMEROS

Entre janeiro e abril desse ano, o DIÁRIO noticiou 37 homicídios em que carros de cores preta e prata estiveram presentes. Isso resulta numa média de, a cada 3,7 dias, uma pessoa ter sido morta por bandidos dentro de um carro preto ou prata. Ao analisar o número mais a fundo, é possível contabilizar que dos 37 casos, 19 tiveram a participação de carros de cor prata peliculado.

(Denilson D'Almeida/Diário do Pará)


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