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A roda de conversa rolou solta entre jovens e adultos na sala de cinema do Sesc, em Palmas, na noite de 8 de dezembro, durante mais um dia da 10ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Mundo. Na mesa de debate, três mulheres militantes da causa provocaram a plateia e também foram provocadas em uma reflexão sobre o tema. A roda foi precedida do filme documentário "Silêncio das Inocentes", que evidenciou a realidade de mulheres que buscam ajuda por meio do Sistema de Justiça e o histórico da luta que conquistou a aprovação da Lei Maria da Penha.

Segundo a defensora pública Elydia Leda, é preciso tratar a prevenção com igual importância como é tratada a política de acolhimento. "É raro você ter uma casa de atendimento como o filme mostrou, que oferece uma estrutura de atendimento com eficiência em prevenção e acompanhamento, mas isso não é uma impossibilidade", analisou.

Elydia Leda chamou atenção ainda para os fatores cultural e histórico, que ainda permitem a situação de violência como um processo natural, sendo que "o básico é mudarmos essa estrutura de patriarcado, a cultura do atraso", finalizou.

A gerente de Educação para Diversidade, da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Rosimar Mendes Silva, indicou fatos históricos sobre a violência contra as mulheres e do contexto atual no tratamento do tema. "Falar de violência contra a mulher é falar da história da humanidade. O que tem de novo nesse contexto são as preocupações e os cuidados para proteger a vitima e penalizar o agressor. E trazer à tona o debate para a sociedade. A educação é a chave para a mudança nessa estrutura cultural que continua a manter a mulher como submissa", indicou Rosimar.

Envolvimento

Já a secretária de Defesa e Proteção Social, Gleidy Braga, falou da a relação da violência no ambiente doméstico, do perfil das mulheres presas e das adolescentes em medidas socioeducativas. "O reflexo negativo da violência contra a mulher nos filhos é evidente naqueles que cumprem penas e medidas nos sistemas penitenciários e socioeducativos. Para garantir que as crianças e adolescentes não tenham contato com esse tipo de violência é necessário o envolvimento da sociedade. É necessário tratar o desigual na medida da sua desigualdade, para conseguir garantir a equidade", finalizou Gleidy.

O tema cativou a plateia e levou a conversa à extensão. O artista João Vicente identificou os preconceitos culturais enraizados que produzem e reproduzem a manutenção da violência contra a mulher, além de indicar o estereótipo que a sociedade capitalista promoveu e que reprime psicologicamente. "As mulheres se admitem como objeto quando buscam o corpo perfeito vendido pela mídia. E nós, homens, temos que nos policiar para evitar certas colocações no tratamento com os próprios amigos e que diminui a mulher. Essa tarefa deve ser diária", ressaltou.

Quem Ama Abraça

A roda de conversa aconteceu dentro da programação da Campanha Quem Ama Abraça, pelos 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra a Mulher, realizada pelo Governo do Estado em parceria com diversas entidades. A campanha finaliza nesta quinta-feira inserida na programação da Conferência Estadual Conjunta de Direitos Humanos, que acontece no auditório Cuica, da Universidade Federal do Tocantins (UFT), das 8 às 18 horas.

 

ASCOM


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