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385728 520No final do ano, as doações tendem a cair em razão das festividades e das viagens de fériasNielcem Fernandes/Governo do Tocantins
Dados do Ministério da Saúde indicam que, atualmente, 1,8% da população brasileira doa sangue. No final do ano as doações tendem a cair em razão das festividades e das viagens de férias. É exatamente nesta época do ano que aumenta o número de acidentes de carro e de pacientes com politraumatismo, sobrecarregando assim os hemocentros.

Buscando reforçar o estoque de sangue para esta época no Tocantins, a Hemorrede alerta para a importância da assiduidade de doadores. “Para se tornar um doador, o voluntário precisa atender a alguns pré-requisitos como ter entre 16 e 69 anos, 11 meses e 29 dias, pesar mais de 50 quilos, estar em bom estado de saúde e ter alimentação saudável são alguns deles. Além de atender aos requisitos, o voluntário deve comparecer à unidade coletora portando um documento oficial com foto”, explica a gerente de captação de doares do Hemocentro coordenador, Dênis Gomes.

Homens podem fazer até quatro doações anuais com prazo de dois meses entre cada uma. Já as mulheres podem fazer três doações por ano, com um com espaço de quatro meses. Em cada coleta é retirado um volume de 450 ml de sangue.

Segundo balanço da Hemorrede do Tocantins, até o dia 15 de dezembro, foram registradas mais de 24 mil doações.

Em Palmas, a unidade do Hemocentro Coordenador e o anexo do Hospital Geral de Palmas (HGP) funcionam de segunda a sexta-feira, das 7 às 18 horas e aos sábados das 7 às 12 horas, sem expediente apenas nos dias 23 e 30 de dezembro.

Doação por aférese

De acordo com a gerente de captação de doares, além da doação convencional, o Hemocentro Coordenador de Palmas recebe a doação de plaquetas por aférese, tipo de transfusão muito importante, pois, gera menos riscos de reações aos pacientes.

No entanto, uma única doação de plaquetas por aférese equivale de 6 a 8 doações de sangue tradicional. Dentre os critérios para doação por aférese o doador deve pesar, no mínimo, 60 Kg, não ter feito uso de medicações que alterem a função plaquetária nos últimos sete dias (como anti-inflamatórios) e ter contagem mínima de plaquetas de 150.000 plq/mm3.

A maioria das pessoas que necessitam transfusão de plaquetas é representada por pacientes com doenças que afetam diretamente a medula óssea, benignas ou malignas, ou, aquelas cujo tratamento agride e prejudica a produção de glóbulos da medula óssea, como ocorre após quimioterapias para tratamento do câncer.

Eventualmente, em cirurgias cardíacas ou transplante de órgãos é comum a necessidade de transfusão de plaquetas.

Lisane Braga/Governo do Tocantins


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