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A Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adapec) fechou o primeiro semestre de 2016 com importantes conquistas que possibilitam o incremento do agronegócio e a geração de riquezas no campo. O Tocantins abriu o mercado internacional para a carne suína e está prestes a conquistar a União Europeia, para a exportação da carne bovina in natura. A auditoria neste sentido foi realizada no mês de maio passado e o Estado está confiante em um resultado positivo.

Ainda no mês de maio deste ano, o Tocantins recebeu sinal positivo da UniãoEuropeia com a habilitação das exportações de carne industrializada (enlatada). A decisão de liberar a carne industrializada fortalece o pleito de poder exportar também a carne in natura. “São decisões que colocam definitivamente o Tocantins no mercado internacional. Tudo graças ao nosso trabalho de controle da sanidade animal, especialmente na busca pela erradicação da febre aftosa em nosso território”,defendeu Humberto Camelo, presidente da Adapec.

A habilitação da carne industrializada já possibilita aos produtores tocantinenses a venda da carne bovina in natura, para as indústrias brasileiras que fazem o processamento e embalam o produto para a exportação. A abertura também estimula os frigoríficos instalados no Estado a realizarem o processamento e a comercializarem a carne enlatada diretamente daqui para o mercado europeu.

Imunização aftosa

Neste primeiro semestre de 2016, o Tocantins mais uma vez superou a meta vacinal contra a febre aftosa. Na primeira etapa da vacinação, realizada no mês de maio, 99,37% do rebanho de 8,5 milhões de cabeças de bovídeos foram vacinadas contra a doença. A meta estabelecida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) é de vacinar ao menos 90% do rebanho total do Estado. “São 19 anos sem febre aftosa no Tocantins, o que permite vislumbrarmos o status de zona livre da aftosa sem vacinação e o crescimento de nossas exportações”, comemorou o presidente da Adapec.

Liberação da carne suína

O Tocantins recebeu, no dia 26 de maio deste ano, o reconhecimento internacional de zona livre da Peste Suína Clássica. A decisão foi anunciada na 84ª Sessão Geral da Assembleia Mundial de Delegados da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em Paris, na França.

O Governo do Estado comemorou a aprovação. De acordo com o presidente daAdapec, Humberto Camelo, o certificado significa a abertura de novos mercados para a carne suína tocantinense e a possibilidade real de crescimento do setor, com a instalação de granjas comerciais e de frigoríficos no Estado. “Temos um grande potencial para a criação e a comercialização de suínos, por contar com uma produção de soja que é processada aqui, e que seus subprodutos servem como alimento para estes animais”, disse.

A liberação do mercado internacional para a carne suína tocantinense veio graças ao Programa Estadual de Sanidade Suídea, que realiza o controle sanitário oficial, por meio do monitoramento em granjas comerciais e de subsistência, além de estudos epidemiológicos nas propriedades e do controle do trânsito de animais e produtos, para assegurar a ausência da peste suína no Estado.

Dados

O Tocantins possui um rebanho de suínos em torno de 270 mil animais, distribuídos em 164 granjas comerciais e em criatórios de subsistência.

O rebanho bovino do Estado ultrapassa 8,5 milhões de cabeças, localizadas em 56.268 propriedades rurais.

 

ASCOM 


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