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Cabeçorras e Mandus são fantasias tradicionais durante o Terno da Alvorada


 Falar sobre o Recôncavo Baiano é falar também sobre a história do Brasil, pois abriga tradições e monumentos que vêm desde a época da colonização portuguesa no país.

A equipe do Caminhos da Reportagem visitou algumas cidades da região – Cachoeira, São Félix, Jaguaripe, Cruz das Almas, Cabaceiras do Paraguaçu e Santo Amaro – e conheceu pessoas que preservam a cultura, a culinária, a arte e as histórias do Recôncavo.

O programa vai explicar porque Cachoeira se torna, todo dia 25 de junho, a capital do estado da Bahia. Você vai conhecer também uma das festas mais tradicionais da região: o Terno da Alvorada. A comemoração católica que homenageia Nossa Senhora D'Ajuda também traz elementos do candomblé, religião que veio para o Brasil com os africanos escravizados aqui. Aldo Figueiredo, presidente da irmandade Nossa Senhora D'Ajuda, explica que os africanos não tinham acesso à igreja. “A igreja era da burguesia, da elite. Aí eles [os escravos] faziam as festas fora. Como eles não podiam aparecer, eles pegavam e se fantasiavam de careta, de mandu”. Ainda em Cachoeira, nossa equipe conheceu a fábrica de licor do Roque Pinto e o Museu do Cinema, idealizado por Roque Araújo.

A produção de frutas cítricas – entre elas a laranja bahia – e o trabalho da Embrapa para garantir qualidade e a preservação dessa cultura você poderá conferir durante a passagem da equipe por Cruz das Almas. E em Cabaceiras do Paraguaçu, terra de Castro Alves, visitamos o parque construído para homenagear o poeta.

Já em São Félix vamos mostrar o processo artesanal de fabricação de charutos ainda utilizado na fábrica Dannemann. Além disso, a empresária Edna Maria Oliveira vai ensinar como fazer um prato típico da região: a maniçoba. Em Jaguaripe conhecemos a Casa de Câmara e Cadeia, que abriga a Cadeia do Sal. A construção permitia a entrada de água na sala onde ficavam os presos já condenados. “Ali eles morriam afogados, doentes”, conta Osaílson Muricy, funcionário público que guiou nossa equipe pelos monumentos históricos da cidade.

Santo Amaro é a terra da família Veloso. Lá conhecemos Rodrigo Veloso, filho da Dona Canô, irmão de Caetano Veloso e Maria Bethânia. Rodrigo mostrou para a nossa equipe a casa da família e falou sobre as lembranças de Dona Canô. Como o município é o berço do samba de roda, fomos à casa da Dona Dalva Damiana, mestra do samba. Aos 89 anos, Dona Dalva conta que começou a gostar do samba ainda criança: “Eu tinha bonecas que eu fazia, bonecas de cabelinho de milho, eu fazia meus ternos. Aí fui crescendo, as minhas colegas armando terno de reis e com isso eu continuei”.

Reportagem: Carina Dourado
Produção: Beatriz Abreu e Gracielly Bittencourt
Edição de texto: Suzana Guimarães
Imagens: Sigmar Gonçalves
Auxílio técnico: Dailton Matos
Edição de imagens e finalização: André Eustáquio e Henrique Corrêa
Arte: Antonio Trindade e Júlia Costa
Agradecimentos: Cadu Morais e TVE Bahia
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