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O sorriso fácil de Simone Biles acabou dando lugar a um choro emocionado. A ginasta norte-americana não segurou as lágrimas ao olhar para o telão e ver a nota de sua apresentação no solo, prova em que é tricampeã mundial: 15.933. Biles se afirmava como a ginasta mais completa do mundo com um total de 62.198 pontos.

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Reuters/ Mike Blake /Direitos Reservados
Creative Commons - CC BY 3.0 - Reuters/ Mike Blake /Direitos Reservados


A dona de dez medalhas de ouro em campeonatos mundiais nos últimos três anos, Biles, de 19 anos, chegou à sua segunda medalha dourada olímpica ao vencer a final individual feminina, batendo a compatriota Alexandra Raisman na nota final. A atleta já havia conquistado o título por equipe pelos Estados Unidos na  terça (9).

“Eu chorei porque percebi que finalmente tinha conseguido. Todas as emoções vieram de uma vez só, e você nunca sabe como vai se sentir até que aconteça. Estou muito emocionada e aliviada”, celebrou.

Na prova individual geral, as ginastas apresentam suas rotinas para os quatro aparelhos – solo, trave, barras assimétricas e solo. Com acrobacias de elevado grau de dificuldade, execuções perfeitas e aterrissagens precisas, Biles conseguiu as melhores notas entre as 23 competidoras no salto (15.866), na trave (15.433) e no solo (15.933). Seu único ponto fraco foi as barras assimétricas, onde fez a sétima nota com 14.966.

Biles caminha para alcançar algo jamais feito: ela pode se tornar a primeira a se tornar campeã olímpica em cinco provas, superando a lendária ginasta ucraniana Larisa Latynina, a tcheca Vera Caslavska e a romena Ecaterina Szabo, que chegaram aos quatro ouros em uma mesma Olimpíada. A medalha por equipes e individual já estão penduradas no pescoço de Biles. Falta confirmar o favoritismo nas finais de três dos quatro aparelhos para quais ela se classificou: solo, salto e trave.

“Seria incrível se eu conseguisse. É bem louco pensar nisso. Mas só tenho que me manter focada e mostrar o meu melhor nas finais”, projeta Simone Biles. “Eu só penso em treinar e o quanto eu posso praticar até chegar a hora de competir”, disse.

Já apontada como uma das melhores atletas de todos os tempos, Biles não se enxerga como um dos grandes nomes dos Jogos Olímpicos: “Eu não sou uma celebridade. Eu sou só a Simone Biles, mas é maravilhoso ser reconhecida pelo meu sucesso e do meu país. Eu não sou a próxima Usain Bolt ou Michael Phelps. Sou a primeira Simone Biles”, crava.

Com a mesma leveza que executa seus movimentos, Simone Biles conta como consegue lidar com as expectativas de maneira tão serena. “Eu não estava muito nervosa, porque sabia que se eu conseguisse repetir o que já tinha feito nos treinos, então, provavelmente eu iria bem. A pressão que deposito sobre mim mesma é maior do que a que vem da imprensa ou de qualquer outra pessoa”.

Biles tornou-se a décima ginasta a vencer as provas individuais e por equipes em Jogos Olímpicos, e a primeira atual campeã mundial a também levar ao título olímpico desde a russa Lilia Podkopayeva, em 1995 e 1996. “Todas as crianças falam que querem ir aos Jogos Olímpicos, mas eu confesso que não pensava seriamente neste sonho olímpico quando era mais nova. Foi só há alguns anos que comecei a trabalhar por ele”.

“Incrível”

Apresentando-se na mesma rotação que Simone Biles, a brasileira Rebeca Andrade só conseguiu se referir ao novo fenômeno da ginástica com uma palavra: “Ela é incrível, incrível, incrível. É a primeira vez que eu compito com ela. Parece que ela não faz força, é muito bom. Ela é uma ótima pessoa e realmente merece tudo que ela está tendo”, conta a representante do Brasil na final individual, que terminou em 11º lugar, com 56.965 pontos.

Rebeca não conseguiu repetir o desempenho da fase classificatória, quando terminou em quarto lugar, e acabou falhando ao tentar superar o oitavo lugar de Jade Barbosa na prova, em Pequim 2008. “Não foi a melhor apresentação que já fiz na minha vida, mas estou muito feliz por já ser considerada uma das melhores atletas do mundo com apenas 17 anos”, disse.

As finais femininas por aparelhos começam no próximo domingo (14), com as disputas do salto e das barras assimétricas. Na próxima segunda (15), é a vez de conhecermos a campeã da trave, com Flávia Saraiva na disputa. As provas de solo fecham a competição na terça (16).

Por Nathália Mendes Edição:Gésio Passos Fonte:Portal EBC


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