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 “É um efeito sanfona e a cada vez que emagrecemos e depois ganhamos o dobro do peso é frustrante”

2 1A médica alerta que muitos casos de obesidade estão sendo negligenciados, por isso hoje no Brasil, 60% da população é considerada obesa. Ela destaca que em Gurupi foi feita um acompanhamento com pacientes ortopédicos e 80% foram diagnosticados com sobrepeso e obesidade e isso acarreta sérios problemas.

MISSÃO PARA PERDER PESSO

Quem precisa perder peso sabe da dificuldade que é essa missão. Cumprir essa meta sem ajuda de um profissional torna esse objetivo quase que impossível e com isso vem uma série de frustrações. A obesidade não é apenas uma questão de estética, mas um caso de saúde pública que precisa ser tratado e, em Gurupi, esse público está contando com atendimento especializado na Policlínica, há três meses.

Pacientes obesos atendidos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) são encaminhados ao atendimento que é feito pela médica Caroline Rufone, que tem especialidade em Nutrologia com capacitação em Obesidade. Ela que elaborou o projeto com esse foco há dois anos explica que foi formatado um protocolo de encaminhamento que é realizado pelos médicos das UBS’s. Ela que atendia no Programa da Saúde da Família na UBS do Jardim Sevilha observou que muitos diagnósticos de hipertensão e diabetes, eram recorrentes da obesidade e começou a orientar os pacientes para perda de peso com saúde e daí nasceu o projeto que recebeu o total apoio da Secretaria Municipal de Saúde.

Ao chegar à Policlínica, o paciente é atendido pela nutróloga e recebe também o acompanhamento da nutricionista. A médica explica que o diagnóstico da obesidade é feito por meio do cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC) que se passado de 30, já é considerado um paciente obeso, e dependo do índice saem as classificações de graus 1,2, 3 e em cima dessas informações são feitos os acompanhamentos.

Atualmente cerca de 30 pessoas estão sendo acompanhadas pela equipe dessa especialidade. “O acompanhamento é mensal. Eles vêm da UBS, fazemos o atendimento, passamos as orientações, e já sai daqui com a próxima consulta agendada. Os que têm necessidade de medicação receberão a prescrição médica. Cada paciente sai da consulta com o plano alimentar elaborado e a cada mês ele vai sendo adaptado de forma bem individual. Quando ele alcançar o índice corporal ideal, esse paciente retornará à unidade básica de saúde onde continuará sendo monitorado”, destaca a médica completando que esse cuidado tem que ser permanente.

CASOS NEGLIGENCIADOS

A médica alerta que muitos casos de obesidade estão sendo negligenciados, por isso hoje no Brasil, 60% da população é considerada obesa. Ela destaca que em Gurupi foi feita um acompanhamento com pacientes ortopédicos e 80% foram diagnosticados com sobrepeso e obesidade e isso acarreta sérios problemas.

Segundo a médica, as pessoas que têm mais procurado o atendimento são os adultos, mas também é preocupante o caso de crianças e o que ela tem observado é dificuldade de reconhecimento da família em procurar o atendimento para tratar essa doença. Ela ressalta que as pessoas acham que obesidade é só porque a pessoa come muito e não é, é uma doença crônica, e que vários fatores relacionados ao metabolismo e emocional influenciam. Ela ressalta que a compulsão alimentar deve ser tratada e é a vilã da auto-sabotagem durante o tratamento.

Ela comenta que tratar as crianças é mais difícil porque tem que passar por uma mudança de comportamento de toda a família e para a criança é mais difícil entender que precisa mudar os hábitos.

Os atendimentos a esse público acontecem às segundas e quintas-feiras, sendo que no período da tarde das quintas, é dedicado ao retorno.

QUEM PARTICIPA DO PROGRAMA APROVA

Alma Pinto dos Santos, iniciou o tratamento em junho e na última semana foi à terceira consulta. Ela que é atendida na UBS do setor Waldir Lins contou que não estava conseguindo diminuir o grau de diabete e nem perder peso e por isso foi encaminhada a esse atendimento especializado. Ela relata que já conseguiu perder cinco quilos e que isso a deixa animada a permanecer recebendo o acompanhamento, que classifica como ótimo.

Ela relata que antes de iniciar o tratamento estava tendo dificuldades para dormir e que a pressão arterial estava acima do indicado, provocando arritmias e que isso já está sob controle. “Foram esses sintomas que fizeram eu buscar o tratamento”, relata.

Quem buscou o atendimento pela primeira vez e aprovou foi a jovem Dávila Francisco, de 26 anos. Ela relata que busca melhor qualidade de vida, que ser gordinha não é apenas um problema relacionado à estética, mas que traz diversos transtornos. “Estou motivada e disposta a seguir as orientações médicas para conseguir meu objetivo que é emagrecer”, comentou completando que por diversas vezes tentou perder peso fazendo dietas, mas nunca conseguiu.

DIAGNOSTICADA COM HIPOTIREOIDISMO

Ana Maria Frainer, de 39 anos, foi diagnosticada com hipotireoidismo, estava fazendo reposição de hormônio e por isso estava com dificuldade de perder peso. Ela que estava sendo atendida na Unidade Básica de Saúde e sonhando com o encaminhamento para a realização da cirurgia bariátrica quis tentar perder peso pelo atendimento especializado e, segundo ela, se conseguir chegar ao seu peso ideal não fará a cirurgia. “Eu tenho encarado uma luta, pois perdo peso e passado algum tempo tudo volta, às vezes até engordo mais, por isso quis a bariátrica. Agora com esse atendimento especializado sonho em conseguir minha meta sem necessidade de um procedimento cirúrgico”, relata.

Ana também já tentou várias vezes emagrecer por meio de dietas, sem acompanhamento de profissionais e disse que não fará mais isso porque chegou à conclusão de que não funciona. “É um efeito sanfona e a cada vez que emagrecemos e depois ganhamos o dobro do peso é frustrante”, finaliza.

Heliana Oliveira 

Fotos: Lino Vargas/Secom


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