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MosquitosDoençadeChagas Fotos Frederick Borges

Para proporcionar aos profissionais mais conhecimento relacionado à identificação, biologia e ecologia dos barbeiros, que são os vetores da doença de Chagas, o Tocantins está sediando durante essa semana o curso de Taxonomia e Infecção Natural de Triatomíneos da Região Amazônica. O evento acontece no Anexo I da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e visa o controle da doença de Chagas na região Norte do País.

O curso, que conta com a participação de biólogos de todos os estados da região Norte do Brasil, tem aulas teóricas e práticas ministradas por técnicas do Centro de Pesquisa René Rachou, de Minas Gerais, laboratório que é referência na identificação de barbeiros.

Raquel Aparecida Ferreira, que está ministrando curso e é curadora da coleção de vetores de doença de Chagas do Centro de Pesquisa René Rachou, explica que anualmente o Ministério da Saúde seleciona regiões do Brasil para oferecer o curso.

“Aqui tratamos da biologia e ecologia dos barbeiros, o habitat e alimentação deles, além do desenvolvimento dos insetos. Faremos a contextualização das espécies que são encontradas aqui na região Norte e como elas estão distribuídas no meio ambiente. Nessa região é muito comum espécies que ficam em palmeiras, por exemplo”, destacou.

Ainda de acordo com a curadora, na parte prática os alunos terão a oportunidade de conhecer as principais espécies de barbeiros da região e também de outras localidades por meio de exemplares e kits sobre os vetores.

Participando do curso, a bióloga em saúde do Laboratório de Entomologia do Tocantins, Thatiana de Lira, disse que o momento é oportuno para o treinamento e troca de experiências. “Estou chegando agora na Entomologia e estou sendo treinada na área de Chagas, que é basicamente a identificação e o manejo de barbeiros e também a parte da doença em humanos. Essa é uma ótima oportunidade de troca de experiências”, disse.

O gerente do Laboratório de Entomologia da Sesau, Rogério Rios, explicou que o barbeiro está presente em todo o Estado, principalmente na região do Bico do Papagaio e região Sudeste. “Existem duas formas de contaminação, a oral, quando há ingestão de fezes ou do inseto contaminado, e a vetorial, quando ocorre a picada. Nós temos espécies que o habitat são as palmeiras, galinheiros, tocas de animais. Nas palmeiras, por exemplo, como bacaba, açaí, buriti, existem casos de barbeiros infectados, por isso o cuidado na administração desse tipo de alimento deve ser redobrado. Eles devem ser muito bem lavados, pois podem abrigar fezes do inseto ou o próprio barbeiro, o que causa a contaminação via oral” explicou.

Cenário Epidemiológico no Tocantins

Desde 2007, 31 casos da doença de Chagas foram confirmados em todo o Estado, sendo cinco deles por transmissão vetorial que ocorreram nos municípios de Pindorama do Tocantins (2007), Esperantina (2008), Augustinópolis (2008), Wanderlândia (2011) e Filadélfia (2015).

Os demais casos identificados foram transmitidos por via oral, tendo ocorrido três surtos, um em Ananás, com 11 casos em 2011; um em Tocantinópolis, com quatro casos e um óbito e dois em Axixá do Tocantins, com quatro casos em 2008 e cinco casos em 2014.

A doença pode ser transmitida de outras maneiras, seja da mãe chagásica para o filho durante a gestação ou o parto (transmissão vertical), da transfusão de hemoderivados ou de órgãos (transmissão transfusional / transplante) e através do contato da pele ferida ou de mucosas com material contaminado - sangue de doentes, fezes de barbeiros e animais contaminados (transmissão acidental).
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Camilla Negre/ Governo do Tocantins


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