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Por:Luiz Barbosa Aguiar

Indícios de “corrupção” podem ser milionários nas contas do Conselho Federal de Contabilidade-CFC nas gestões dos ex-presidentes Juarez Domingues e Martônio Coelho

IMG 4346 Copia CopiaO vice-presidente da Confederação dos Profissionais Contábeis do Brasil APROCON- BR,  Dete Nunes, que é contador público e Auditor do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins está convicto que a nova administração do CFC-Conselho Federal de Contabilidade comandada pelo conselheiro Zulmir Breda do Rio grande do Sul vai apurar todos os indícios de atos ílicitos apontados pela Câmara de Controle Interno da entidade, além de outros,como :TCU-Tribunal de Contas da União,MPF-Ministério Público Federal e PF- Polícia Federal. Foto: Luiz Barbosa Aguiar/diariodotocantins.com.br.

“Indícios de escândalos milionários de corrupção são denunciados ao Ministério Público Federal e Tribunal de Contas da União. Em breve, a Polícia Federal poderá bater na porta do CFC- Conselho Federal de Contabilidade, diretores da entidade, funcionários e ex-presidentes e colher provas investigativas de dezenas de contratos de milhões de reais”, observa Dete Nunes, vice-presidente da Confederação dos Profissionais Contábeis do Brasil- APROCON BR.

CERCA DE MEIO BILHÃO DE REAIS EM MOEDA ATUALIZADA EM SETE ANOS

“Só esse ano nosso orçamento é quase 75 milhões de reais, em sete anos, atualizados, podem chegar a quase meio bilhão de reais foram arrecadados, provenientes de pagamentos de anuidades dos profissionais da contabilidade em todo o território Nacional”, relata Dete Nunes, que é vice-presidente da Confederação dos Profissionais Contábeis do Brasil- APROCON-BR. “Vejo uma “luz no fim do túnel” para “passar o CFC- Conselho Federal de Contabilidade a limpo”, assim como está ocorrendo no Brasil com a “operação Lava Jato”, que já culminou na prisão de “altas figuras” do cenário nacional e repatriações de milhões de reais de dinheiro desviado indevidamente, através de contratos superfaturados e de serviços que não foram realizados”, afirma Dete Nunes.

PODE SER MILHÕES EM ALUGUÉIS DE VEÍCULOS E RECEPCIONISTAS PARA ATENDER A CÚPULA DO CFC-CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE NESSES SETE ANOS, SOMENTE ATRAVÉS DO CONTRATO 003927/2011.

O suposto “escândalo de corrupção no Conselho Federal de Contabilidade – CFC, referente ao contrato 003927/2011, que foi publicado no Diário Oficial da União do dia 17 de janeiro de 2018 ,é apenas mais um que a classe de profissionais da contabilidade está presenciando de “mãos atadas”, devido à morosidade das investigações nas comissões de sindicância do próprio CFC- Conselho Federal de Contabilidade. São dezenas de contratos com fortes indícios de corrupção, que certamente vão aparecer em várias denúncias protocoladas junto ao Ministério Público Federal e Tribunal de Contas da União, que possivelmente serão investigadas pela Polícia Federal”.

“O CFC-Conselho Federal de Contabilidade passado a limpo num período de duas décadas comandadas pelos ex-presidentes Juarez Domingues e Martônio Coelho é o que ocorrerá”, acredita Dete Nunes, vice-presidente da APROCON-BR. Dizendo, ainda, que esse contrato é um “ponto cego”, não se sabe quantos milhões foram gastos no ano de 2011 através de um contrato de 660 mil para locação de veículos com motorista e serviços receptivos para todo território Nacional, com a empresa VIAGENS BRASIL TURÍSMO LTDA, de Brasília, aditivado cinco vezes, sem saber ainda o quanto foi gasto através de outras empresas nesse período, até o ano de 2017, em passagens aéreas, hotéis e restaurantes, usufruídos por pequena parte de membros do CFC-Conselho Federal de Contabilidade.

“É muito grave”, continua Dete Nunes, “enquanto isto nossos profissionais de contabilidade estão espalhados em mais de cinco mil municípios a espera de qualificação de mão de obra, de valorização profissional, enfim somos uma classe de homens e mulheres humildes, mas honrados, pois sem nosso trabalho nenhuma empresa vive, nós somos imprescindíveis para o crescimento do Brasil e no combate à corrupção. Estamos vendo aí o Brasil sendo “passado a limpo”, por traz de toda essa “tramoia da corrupção” se esconde uma dezena de profissionais da contabilidade sem ética e conivente com a corrupção pública, num universo de aproximadamente 530 mil profissionais da contabilidade, que sustenta o oponente e rico CFC-Conselho Federal de Contabilidade, colocando em seu cofre um orçamento de mais de 74 milhões de reais para serem gastos somente em 2018”.

ASSESSORA DE IMPRENSA DISSE QUE INFORMA O QUE É AUTORIZADO

Conforme a assessoria de imprensa informou, as informações poderiam estar na página http://www3.cfc.org.br/spw/ConsultaContrato/ConsultaContratosAtivos.aspx?conselho=Ua2ood8k23o= No entanto, o site diariodotocantins não encontrou informações precisas no Portal da Transparência do CFC-Conselho Federal de Contabilidade, referente aos serviços prestados e atestados nos termos do contrato 003927/2011.

Pela falta de informação e localização no próprio site, o diariodotocantins.com.br não tem condições de passar demais informações ao leitor, conforme prevê a lei Federal de Acesso a Informação nº 12.527/2011, bem como as resoluções do CFC-Conselho Federal de Contabilidade nºs 1.439/2013,1.452/2013e1.469/2014 .

Em outra nota enviada via e-mail, a assessoria de imprensa nos informou que a resposta oficial será encaminhada via e-mail, através do CFC-Conselho Federal de Contabilidade, no entanto, até o fechamento desta edição, não recebemos nenhuma explicação do contrato ora denunciado.

A GARANTIA DA IMPARCIALIDADE DO JORNALISMO

Para garantir a imparcialidade nossa redação realizou ligações para o CFC-Conselho Federal de Contabilidade no dia 23 de janeiro, através do telefone 61-33149600 as 11.16hs, horário de Palmas, para conseguir posicionamento da entidade e conversamos com a Coordenadora Administrativa do Conselho Federal de Contabilidade, Eunice Rosa. Ao ser questionada se poderia informar referente ao contrato 003927/2011, ela foi categórica dizendo que trabalha em assuntos internos e não tem informações, nos indicando que a pessoa correta para falar sobre o assunto seria a Diretora Executiva Elys Tevania, do CFC-Conselho Federal de Contabilidade, através do telefone 61-3314-9677. Após ligar e anunciar o que pretendíamos, ter informação referente ao contrato 003927/2011, a pessoa que atendeu ao telefonema, no dia 23 de janeiro às 11.22hs, horário de Palmas- Tocantins, informou que a Elys Tavania estava em reunião e não poderia atender. Deixei o contato para que ela me retornasse, informando que sou jornalista e o site, assim como o motivo da ligação, mas até a publicação desta matéria não houve retorno da Diretora Executiva Elys Tevânia.

SUSPEITAS

“Há suspeitas que todos os esquemas de possíveis irregularidades são montados e cometidos nesses setores da administração do CFC-Conselho Federal de Contabilidade. Somente investigações rigorosas da Polícia Federal vão detectar a máfia das Comissões de Licitações ao longo dos anos e das pessoas poderosas que desviam o dinheiro, falsificando processos, diárias, documentos, enfim usam todos os métodos maquiavélicos, dilapidando o CFC-Conselho Federal de Contabilidade”, relatou Dete Nunes.

CFC INSTALA COMISSÃO PARA APURAR INDÍCIOS DE IRREGURALIDADES, MAS NÃO MARCA DATA PARA A PRIMEIRA REUNIÃO

Solicitamos via Portal da Transparência documentos e informações acerca das denúncias ora publicada, dando amplo direito de defesa, mas ainda não fomos informados.
O CFC-Conselho Federal de Contabilidade informou via e-mail que já abriu uma Comissão de Sindicância para apurar as denúncias referente ao contrato 003927/2011”. Essa resposta foi o que o site diariodotocantins recebeu.

“Através do Diário Oficial da União, publicado dia 17 de janeiro de 2018 o Conselho Federal de Contabilidade publicou a portaria nº 30, de 11 de janeiro de 2018, referente a sindicância para apurar os fortes indícios de irregularidades no contrato nº 003927/2011, que é objeto do relatório de auditoria nº 33/2017, da Câmara de Controle Interno do Conselho Federal de Contabilidade, que originou o processo número 2018/000068”, informa Dete Nunes.

“Percebe-se que a portaria de instalação não tem data para a primeira reunião, sendo que após essa reunião seus membros terão 60 dias para apresentarem o relatório”, observou Dete Nunes, que é vice-presidente da APROCON BR, dizendo ainda, ser muito estranho e grave, porque a referida portaria do Conselho Federal de Contabilidade diz que os trabalhos da Comissão comandada pela conselheira do CFC-Conselho Federal de Contabilidade, Sandra Maria Batista e composta pelos funcionários Frederico Loreiro Coelho, Carlos Frederico Carvalho Melo e Felipe Gonçalves Bastos tem prazo de até 60 dias para divulgar os trabalhos. Sindicância essa, que nem marcou a data para primeira reunião”, finaliza Dete Nunes.


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