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Crédito: Ascom/RS

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Para agregar valor, família comercializa produto in natura, descascado, pré-cozido e até em receitas especiais 

Criatividade e empreendedorismo são a marca da família Braga, do assentamento estadual Carlos Mariguela, em Santa Maria (RS).

Para agregar valor às 10 toneladas de mandioca colhidas nesta safra, o agricultor Paulo e sua esposa Maria Aparecida comercializam o produto in natura, descascado, pré-cozido e até em receitas especiais.

A produção tem clientes fiéis na cidade. Durante três vezes por semana, a entrega é realizada pelo assentado, que estima um faturamento em torno de R$ 8 mil nesta colheita.

A família também participa de eventos esporádicos, como feiras e exposições. Na última participação, o sorvete de mandioca fez sucesso: foram vendidos 1,4 mil potes, viabilizando uma renda extra de R$ 3,2 mil.

No lote de 12,6 hectares, Braga destinou 2,5 hectares para o cultivo de dois tipos de mandioca: a branca (“pessegueirinha”) e a amarela (gema de ovo). “A gema de ovo é a preferida pelo consumidor e ninguém gosta de plantar, porque a raiz vai muito fundo e é ruim para colher”, afirma o assentado.

Ampliação

A intenção da família era dobrar a área plantada em função da grande demanda, mas o trabalho é todo manual e dificulta o processamento da raiz. A esposa chega a descascar 600 quilos por dia. “Tem época que cola e não descasca mais, é conforme o período, e fica bem difícil”, conta Maria Aparecida.

Os planos do casal são adquirir uma máquina de embalar e uma câmara fria para ampliar as vendas. Hoje, a mandioca crua ou pré-cozida é reservada em pacotes congelados e guardados em cinco freezers domésticos que a família possuía.

Um diferencial da família é oferecer o produto aos consumidores quase o ano inteiro. “A colheita inicia em março e vai até novembro, para ter sempre. A gente também guarda uma parte congelada, para vender depois da safra, conforme a procura”, revela Braga.

Produção diversificada

A mandioca serve ainda para alimentação animal. O cultivo é 100% livre de agrotóxicos, e o agricultor produz as próprias mudas para preservar a qualidade. “Para fortalecer a terra eu planto aveia e azevém. Quando chega a época de plantio da mandioca, em agosto, a aveia já morreu e adubou a terra”, explica Braga.

A família planta ainda milho, moranga, abóbora, cana-de-açúcar (para a fabricação de caldo, comercializado também em feiras) e batata-doce (este ano foi colhida cerca de 1 tonelada).

 

Assessoria de Comunicação Social do Incra


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